Qix Roots Culture

Postagens com o marcador MAURICIO NAVA

Antes de mais nada pessoal, esse mês de novembro foi muito corrido e ao mesmo tempo bastante especial pra mim. Desde o SWU, passando por Niteroi-RJ pra produzir o My Square e de lá ja emendando diretamente para São Luis do Maranhão. O qual eu compartilho com vocês o que de melhor oferece a nossa capital brasileira do Reggae e otras cositas mas, é claro. O casamento do primo é importante pra estar num momento tão especial e visitar a família que mora um pouco distante. E pra ir alem, é estar num local aonde esta um pouco das minhas raízes, principalmente porque minha mãe é de lá e tenho um carinho enorme por aquele lugar e pelas pessoas que ali vivem.  Falando em raizes é ainda uma nova oportunidade pra conhecer a cena do reggae que como muitos já sabem é grandiosa.

A cidade é um convite ao passado com seus belos casarões tombados no centro histórico chamado como Praia Grande e também conhecido como “Reviver”, após uma não muito recente restauração de grande parte das construções. É por lá que rolam a maior parte das manifestações culturais locais como o “Bumba meu boi”, Tambor de Crioula, Capoeira, os belos azulejos portugueses que virou marca registrada da cidade, além dos bares, artesanatos, museus, teatros, igrejas e logicamente as casas de reggae. Só no reviver são três lugares que visitei: O espaço cultural Catarina Mina é o mais popular de todos, apenas dois reais pra entrar e curtir todas as pedras mais roots, lançadas pelos DJ a noite toda.

Logo adiante você encontra o Roots Lanches que é uma lanchonete normal com uma éspecie de um mini-sound system na porta tocando som de jah bem alto, este e pra aqueles que não querem perder a vibe nem na hora da larica. Mais acima tem o Roots Bar (quanto criatividade né hehe) um espaço maior e mais organizado paga-se de 10 a 15 reais pra entrar,lá é possivel ouvir o que os maranhenses chamam de radiolas, potentes paredes de som comandada pelos DJ que com certeza é totalmente inspirada nos Sound Systems que eram colocados nas ruas dos jamaicanos s guetos nos anos 50.

Uma das coisas mais engraçadas é que em São Luis é normal se dançar o reggae agarradinho, é um jeito mais “chameguento” deles curtirem o som, mexendo a cintura e com rostinho colado, é bem diferente do Sudeste e Sul.
Fiquem ligados que semana que vem continuo mostrando os melhores lugares pra curtir o reggae por lá e mais curiosidades e experiências de São Luís, a Jamaica Brasileira. Era disso, Paz a todos!




Eai galera roots??? Realmente não sei como vou começar descrever a sensação de estar num dos shows que eu mais esperei pra ver. Eu sempre dizia que quando Damian Marley viesse ao Brasil eu faria de tudo pra ir. E não foi tão difícil assim, porque no festival SWU matei a vontade de ver vários shows de uma vez só. Nem me preocupei em ver o show do Marcelo D2, pra estar 20 minutos antes bem na frente do palco Consciência, em que ele iria tocar. No telão já deu pra curtir o Helio do Ponto de Equilíbrio cantando junto com D2 e Emicida.


Me arrepiou quando vi Damian entrando no palco, seus dreads praticamente arrastando no chão, junto com seu porta-bandeira-oficial balançando a bandeira rastafari, assim como os milhares de rastas em baixo faziam com seus dreadlocks e toda multidão. Ele já chamou a galera pra pular, gritando BRAZIL, I FEEL algo como “Eu os sinto” e todos interagiam nessa hora. Posto o vídeo completo da cobertura do canal Multishow que já está no youtube, Mas que não será de longe o mesmo êxtase que era estar lá ao vivo pulando dançando e cantando todas as músicas.



Damian Marley é pra mim o filho do Bob mais original de todos, não ficou somente na aba do pai, ele criou um estilo próprio que mistura o Reggae, Dancehall, Hip Hop, Raggamuffin etc. Inclusive seu ultimo CD “Distant Relatives” foi inteiro gravado com rapper Nas, fruto da sua primeira parceira com ele na música “Road To Zion”. É difícil pra mim falar de um show de um cara que sou fâ, sempre vou achar que foi melhor do que outros, mais realmente me surpreendeu, tem uma energia surreal, é um show que você pula, dança, grita, tem algumas músicas mais calmas também, mais é muita vibe.

Esse ano o SWU vai ficar marcado na história, e de todos no qual deram espaço e tiveram essa visão pra inserir bandas e músicas que são provenientes da cultura alternativa, proveniente das ruas, dos guetos como Rap, Reggae e que não deixa de ter um público especial e que vem crescendo cada dia mais.

http://www.youtube.com/watch?v=G0AV-kkjQzM 




Fonte qix.com.br


Skatista Profissional Mauricio Nava em Minas Gerais



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